Durão Barroso não vai conseguir passar o Verão descansado. Com a vitória da direita nas eleições europeias e com o apoio dos governos europeus – com socialistas como Zapatero, Brown e Sócrates incluídos – a sua recondução num segundo mandato parecia certa. No entanto, ao contrário do que pretendia, não conseguiu que o seu nome fosse votado no Parlamento Europeu antes do Verão. Ontem soube-se que nem sequer conseguiu que o Parlamento confirmasse uma data para a votação em Setembro. Há muitos deputados europeus – que votam em segredo – a afirmar que não votarão em Barroso, apesar da indicação dos chefes de Estado. Para piorar o cenário ontem o governo britânico anunciou o apoio a Tony Blair para o cargo de presidente da UE, o que significaria que dois dos líderes que promoveram o ataque ao Iraque e estiveram na cimeira das Lajes estariam nos cargos máximos da UE, algo que desagrada a muitos deputados. Jean Quatremer, no blog Coulisses de Bruxeles do liberation descreve a reunião de ontem sobre o voto de barroso como uma sessão “pugilato”.
e-economia.info



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