
Uma economia de negócios fez do país o agente de enriquecimento de uma minoria que o deixou exangue. Resistir à sangria da economia, se queremos continuar como povo, é uma exigência que coloca os trabalhadores na frente da luta por uma política económica que defenda o emprego e a sua dignidade.Os trabalhadores há muito que perderam a confiança em quem os governa mas é necessário dar expressão popular à revolta. A revolta é um direito dos desempregados e outros trabalhadores que lutam pelo pão. A subida dos preços e o corte nos salários provoca a pauperização crescente e só serve para manter no poder os mesmos que conduziram o país ao desemprego,à dívida,à recessão e à carestia de vida. Qualquer aluno do primeiro ano de economia sabe que essas são as variáveis fundamentais da economia. Sem emprego e crescimento, equilíbrio externo e controlo da inflação a economia adoece e contagia a vida do povo que não acumulou recursos que lhe permitam sobreviver, sem emprego ou com salários desvalorizados que não pode pagar as suas dívidas e muito menos a dos especuladores que os atiraram para o desemprego. O ataque que está a ser feito a quem trabalha, do ponto de vista da economia, como ciência moral e política por parte de quem governa e de quem se prepara para governar, é um ataque que, se não for travado por quem trabalha e tem a força moral para o fazer, terá consequências incalculáveis. A vantagem de quem trabalha é que não precisa de fazer cálculos para saber que se não lutar tem tudo a perder.Vivemos no meio de uma crise da economia que se estende ao estado de direito e à democracia. Mais uma vez são os trabalhadores que terão de defender a uma só voz a economia, o estado de direito e a democracia.
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